sábado, 5 de março de 2016

O carlismo e a "liberdade religiosa"












A ler o texto de  Rafael Gambra Ciudad (1920-2004), monárquico tradicionalista, pensou a Espanha  como unidade católica e na religião católica como fundamento à realização da Espanha. Um artigo a ler: "O Carlismo e a "liberdade religiosa":   



 «Que significa então a unidade religiosa que o carlismo propugna como primeiro de seus lemas? Simplesmente, que a legislação de um país deve estar inspirada pela fé que ali se professa — a católica no nosso caso — e que não pode contradizê-la; que em relação aos costumes, enquanto podem ser influenciados pelas leis e pela política do governante, deve-se fazer o possível para que permaneçam católicos. Que a religião, enfim, deve ser objeto de proteção por parte da autoridade civil. Dito de outro modo: que não se pode impor nem propor leis que contradigam a moral católica — antes de tudo o Decálogo — nem que atentem contra os direitos e atividades da Igreja. Este fundamento religioso (religião é religação com uma ordem sobrenatural) é radicalmente oposto ao princípio constitucional moderno, segundo o qual o poder procede do homem, de sua vontade majoritária, e nada tem que ver com Deus, nem com o Decálogo o qual só interessa à vida privada de quem professa essa religião. Recordemos que na origem de nossas guerras civis — que sempre tiveram um fundo religioso — os dois brados que se opunham entre si eram: “Viva a Religião!” e “Viva a Constituição!”»

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