sábado, 27 de fevereiro de 2016

Quando a ignorância é má conselheira.










Parece que agora há uma obsessão da esquerda por Cristo, do tempo em que proclamava que queria enforcar o último Papa com as tripas do último padre, ou quando mandava eclesiásticos para a guilhotina ou quando o infame Marquês dissolvia a elite cultural portuguesa, os Jesuítas, do tempo dos mata-frades e dos timoneiros do laicismo criminoso, quando a Primeira República proibia o toque de sinos nas igrejas, agora diverte-se em subverter a Sagrada Ecritura. Não, Cristo não tinha "dois pais", tinha um Pai, Deus, e uma mãe, Maria, e, se preferirem usando uma terminologia mais moderna, tinha um pai adoptivo que era José. Agora, o que Cristo sempre teve foi um Pai e uma Mãe. 
Nem estou à espera que a analfabeta da Catarina Martins venha a perceber algum dia a incongruência. O que o Bloco fez não é original tão pouco, aconteceu em Buffalo, nos Estados Unidos, e no Ontário no Canadá, países protestantes a que como sempre a esquerda recorre para copiar as mensagens anticristãs, e acho que se repetiu noutras geografias mas nada de assinalável, não passa de um relativismo amoral. Parece, aliás, que tem sido muito glosada nos últimos anos ao ponto de se tornar uma banalidade que só merece desprezo. Pior quando esta deriva anticristã acontece num tempo em que os cristãos são mortos e perseguidos em países como a Coreia do Norte ou na China, ou quando são massacrados na Sìria, no Iraque, no Afeganistão, na Arábia Saudita, e a lista podia prolongar-se. E pior quando ataca a liberdade religiosa, na qual esses partidos não acreditam, confundindo-a com um anticlericalismo velho e bolorento do tempo do Afonso Costa. 
A República pode ser laica, mas Portugal é católico.

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