segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Por um programa tradicionalista


Com a devida vénia ao Guilherme Koehler vou publicar este manifesto que inspira a essência de um movimento que procura refundar a monarquia na sua verdadeira condição: tradicional porque católica e por isso inteiramente e integralmente portuguesa. Na esperança de que o movimento monárquico não fique refém das velhas cópias estrangeiradas e o sem-fim de não argumentos como a comparação com os países nórdicos (falsas monarquias) ou com as repúblicas coroadas que por aí pululam, já chega da discussão de orçamentos e do vazio ideológico que hoje vaga. Aguardemos por um movimento regenerador. 

 O regresso às origens – a salvação. 
O primeiro passo da Causa Tradicionalista é o retorno à Tradição e a restauração da Monarquia Tradicional orgânica, contra o que nos foi imposto, primeiro pela monarquia constitucional e parlamentar e depois pelos movimentos republicanos.
Escreveu Luís de Almeida Braga “Não há ciência sem experiência, nem Pátria sem tradição. Que se diria do sábio que desprezasse as obras e as experiências dos seus predecessores e limitasse o seu trabalho à própria experiência, ao simples facto presente, à prova momentânea?”
Considerando as tradições que a nossa grandiosa História nos legou, não aprovaremos a centralização do país; recusaremos a democracia partidária; rejeitaremos o sufrágio universal e o sistema representativo por ele implementado; declinaremos o internacionalismo e qualquer cópia estrangeirada; lutaremos pelo fim da destruição da Família; seremos sempre pela vida, repudiando o aborto e a eutanásia; defenderemos a língua como factor de unidade da Nação, enjeitando a sua evolução por decreto, sendo que qualquer língua evolui ao longo dos tempos e não com rupturas abruptas decretadas num determinado momento; traremos de volta a religião; impediremos o economicismo materialista burguês; adoptaremos o princípio da subsidiariedade; apoiaremos a formação de corporações livres e independentes política e economicamente.
Só este regresso às bases da Monarquia Tradicional – Família, Município, Província e Estado – pode salvar a Nação, só esta monarquia orgânica, apoiada na aliança estabelecida entre o Rei e o Povo, poderá pôr fim às políticas revolucionárias que tanto mal têm feito a Portugal. 
Guilherme Koehler
Publicado no Grupo “A BANDEIRA BRANCA”

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