domingo, 24 de janeiro de 2016

Psicologia para momentos pós-eleitorais





Depois destes momentos entre ululantes exaltações, apostasias, viradeiras, reviralhos, júbilos vários feitos no vácuo do costume, volto-me para a leitura do homem que mais cedo percebeu a irracionalidade desse multitudinário extraviado. O decomposto corpo de uma sociedade moribunda faz-se destes ciclos onde amotina o ódio, o rancor, a paixão acéfala por todas as ilusões, pela futilidade e pelo egoísmo. A originalidade, as idiossincrasias, a liberdade, a identidade, tudo morre dentro dessa manada alimentada pelo delírio. Nem tão pouco cito a trivilidade do Churchill dos cinco minutos de conversa com o eleitor médio, Tocqueville conseguia-o descrever de forma mais eloquente. De demagogos, profetas e falsos ídolos, já muita promiscuidade por aqui vingou, os deuses é que devem estar doidos. Nesse sentido, Gustave Le Bon foi um bom analista para diagnosticar a demência das sociedades modernas.

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