sábado, 9 de janeiro de 2016

Em resposta à estupidificação

Como anda uma campanha de difamação do Professor Pedro Arroja achei bem publicar esta declaração do mesmo no blog Portugal Contemporâneo
De Pedro Arroja admiro o pensamento original que sempre teve, um dos primeiros a defender o liberalismo em Portugal arrancando-o às amarras passadistas da velha guarda, preso que o país estava às ideias do século XIX, ou aos "amanhãs que cantam" da revolução, Arroja trouxe Misses, Hayek e Friedman, pensamento que evoluiu de forma independente e original (nem deixou de se assumir como monárquico da tradição cristã). Entendo que as virgens vestais da pureza falida do modelo social europeu sintam-lhe raiva. A esquerda pode bem nele reencontrar a profanação dos seus modelos ideológicos e nem me espanta que sintam complexos pelas palavras que agora toda a boa mesa de café discute. Neste último mês a opinião pública, incapaz de pensar livremente e sempre dependente das opiniões alheias, deixou-se seduzir pelo ódio (lembra como le Bon tinha razão sobre a acefalia das massas). 
É verdade, para difamar há sempre coros, mas para ter em atenção as obras e dedicação de um cidadão, então, vigora o silêncio. O texto que aqui transcrevo é a prova disso mesmo. Mas imagino que os políticos tenham outras preocupações, como ilegalizar o piropo, ou estejam demasiadamente preocupados com a implementação do desacordo ortográfico, ou a lutar por todo o tipo de direitos certamente importantes para o nosso destino colectivo... pena que não chegue para ajudar o Hospital de S. João... é pena... 

Pedro Arroja: 
Comento há dois anos no Porto Canal, todas as Segundas-feiras, no Jornal da Noite, entre as 20:00 e as 20:30. Todos os meses falo, pelo menos uma vez, de uma obra boa que estou a fazer juntamente com muitas outras pessoas - a construção da nova ala pediátrica do Hospital de S. João. 
As crianças internadas na Pediatria do HSJ estão desde há oito anos instaladas em contentores metálicos porque o Estado não tem dinheiro para construir um edifício condigno. 
A Associação Humanitária "Um Lugar para o Joãozinho" meteu mãos à obra e a obra começou no dia 2 de Novembro. 
É uma obra que custa 25 milhões de euros e que está para além da capacidade mecenática de qualquer pessoa ou grupo restrito de pessoas. Precisa da ajuda de todos os portugueses. E que não deixará de ser feita, só porque o Estado não a faz. 
Entretanto, hoje passa mais um Natal e as crianças lá continuam internadas num barracão próprio de um país do Terceiro Mundo. 
As observações que inseri no meu comentário do Porto Canal no dia 9 de Novembro - exactamente uma semana após o início da obra - acerca das deputadas do Bloco de Esquerda foram premeditadas e devidamente pensadas e visavam chamar a atenção sobre mim e, por implicação, sobre a obra que estou a fazer, e para a qual necessito pedir a ajuda de todos os portugueses. 
O resultado foi muito superior às minhas melhores expectativas.

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