quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A ressurreição de Schmitt



Interessante artigo sobre Carl Schmitt: Springtime for Schmitt. Escrito pelo professor Jeremy A. Rabkin, da George Mason University School of Law, e publicado pelo site Library of Law and Liberty, com alguma atenção dada ao famoso livro "O conceito do político" e apresentando os traços cimeiros do pensamento do jurista alemão, grandemente desenhados no período conturbado de Weimar, e na polémica que manteve com Kelsen (o jurista austríaco autor da Teoria Pura do Direito). 

Das críticas ao liberalismo à ideia de "soberania" e "estado de excepção"; perpassando a visão crítica relativamente aos conceitos de democracia e de ditadura , a concepção de "amigo-inimigo" (que entre nós foi seguida também por Cabral de Moncada, com quem manteve longa correspondência). Mas também a relação próxima com o regime Nazi, ainda que mais niilista do que nacional-socialista, como lembrou Heinrich Meier, enquadrando-o antes como um crente dos "absolutos teológicos", afinal um católico que mais tarde se desiludiria com o Concílio Vaticano II. 

Um texto interessante que desenvolve alguns destes aspectos, mas sempre insuficiente para conseguir compreender um homem tão complexo e com um pensamento tão profundo. Fica aqui a dica.

"Schmitt was an existentialist before the term existentialism became popular. He called his doctrine “decisionism” but it amounted to much the same thing. In the postwar period, Schmitt welcomed interest in his work from intellectuals of quite varied stripes, even French Leftists. He corresponded with them and sometimes received them at his home in the Rhineland. One could fairly describe Schmitt as a precursor of postmodernism. He beckoned to something beyond the staid calculations of modern bourgeois society— something with more passion and more excitement."
(...) 




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