terça-feira, 17 de novembro de 2015

A "liberdade"


António José de Brito, o último hegeliano português, o último gentiliano português, um velho discípulo de Cabral de Mocada, também um dos poucos que não mudou de camisa com a mudança de regime, igualmente, um dos últimos a pensar a Portugalidade (como parece que ainda vejo ressurgir a distinta e inconfundível silhueta de Alfredo Pimenta). Até ao fim continuou a pensar a identidade, a pensar as ideias, a criticar os sofismas, a contra-atacar os lugares-comuns. Como a Alemanha teve Heidegger e Schmitt, como a Itália teve D'Annunzio e Paretto, também aqui foi-nos legada a singularidade de um pensamento autenticamente vertical, intemporal, congruente. Vale a pena ouvir.

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