segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O dia da desordem

Não foi fenómeno único da "república", Pombal fê-lo, o liberalismo com o saque às ordens religiosas também, o "Mata-Frades" foi disso exemplo, mas em 1910 ainda persistir com estes ódios demonstra a demência daquela gente, desde tosquiar os padres para lhes medir os crânios e provar que a vocação religiosa era um desvio genético, às perseguições arbitrárias, aos assassinatos políticos (a “noite sangrenta” de 1921 demonstrou o pior daquele regime). Logo a 5 de Outubro é assassinado o Padre Barros-Gomes (humanista, homem de cultura e de ciência que deixou importantes contributos a nível da botânica). Apenas comparado com a "anarquia" de 1834, viveu-se depois de 1910 um recuo nos direitos e liberdades, no respeito à lei e à ordem. Recuou-se de um estado que garantia a lei e o direito para um estado que institucionalizou a desordem, que governou com partido único durante anos e que restringiu o direito de voto. Também é verdade que a república de hoje (bem ou mal, cheia de vícios e podre até à medula) não tem nada a ver com a república do Dr. Afonso Costa e dos seus sequazes, mas o que veio em 1910 nada tem que se recorde de bom. Comemorem o que quiserem.







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