quarta-feira, 10 de junho de 2015

Dia de Portugal


Hoje homenageio o maior da nossa pátria e presto o respeito àqueles maiores que deram a vida por esta terra de quase nove séculos, a Lusitânia antiga liberdade. 

Camões encarna o espírito vivo e aventureiro deste povo que lançou braços e coragem além-mar, o mesmo espírito varonil e cavaleiresco, romântico e heróico, homem da terra e lobo do mar, que fez a gesta portuguesa do tempo do Infante e de D. João II, depois loucura sonhadora de Sebastião, perdido na "grandeza qual a sorte a não dá", bem lembrado no Pessoa que viu na quimérica vã glória o propósito de restaurar esse "Portugal hoje nevoeiro". Ficámos entre a neblina de Alcácer, no sonho de um restaurador prometido, e a incerteza de um tempo "sem rei nem lei", qual abafo que aguarda por aquele grito libertador "É a hora!", mas bem podia concretizar a fórmula de uma elevação da alma pátria, como num refluxo novamente procurando a grandeza perdida em Alcácer: Nós somos livres porque nosso rei é livre. E aguardar no silêncio do tempo pelo reencontro com o desígnio que vem identificar aquele primeiro entre os portugueses apontando-o como Sebastião diante do túmulo do Príncipe Perfeito: "Este é o meu rei, este é o meu rei". 

Viva Portugal!


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