segunda-feira, 27 de março de 2017

Mons. Marcel Lefebvre



"Sem preferir a democracia, o Doutor comum considera que, concretamente, o melhor regime político é uma monarquia na qual todos os cidadãos têm uma certa participação no poder elegendo, por exemplo, aqueles que vão governar sob as ordens do monarca; este é, diz São Tomás, “um regime que alia bem a monarquia, a aristocracia e a democracia”
A monarquia francesa do Antigo Regime, como muitas outras, era mais ou menos deste tipo apesar do que dizem os liberais; existia então entre o monarca e a multidão de súbditos toda uma ordem e hierarquia de inúmeros corpos intermediários que podiam expor suas opiniões diante das autoridades superiores, quando necessário.
A Igreja católica não dá preferência por este ou aquele regime; admite que os povos escolham a forma de governo mais adaptado à sua índole e às circunstâncias:
“Nada impede à Igreja aprovar o governo de um só ou de vários, sempre e quando o governo seja justo e ordenado para o bem comum. Por isto, em absoluto, não está proibido aos povos esta ou aquela forma política que melhor se adapte à sua índole ou às suas tradições e a seus costumes”"

Do Liberalismo à Apostasia – Mons. Marcel Lefebvre

quarta-feira, 15 de março de 2017

Infâmia

A campanha infame para difamar a Nova Portugalidade ficará para os anais como uma das mais sujas e ridículas de sempre. Ali houve conluio e ajuste de contas da Associação de Estudantes, ali houve a hipocrisia e cobardia do director que num momento ora conhecia (e reconhecia) a NP e noutro momento já assumia desconhecer o grupo, o mesmo, num email dizia ter cancelado a conferência e noutro comunicado já dizia apenas ter adiado. A sociedade civil depressa seria assolada com os jornalistas a deturpar ideias e a confundir informações numa guerra absurda para alimentar ódios. A (extrema-)esquerda com os trejeitos totalitários não perdeu a oportunidade de revelar o que de pior há na ideologia do politicamente correcto e constatou o predomínio do pensamento único dentro da academia. 
Tudo porque o orador era Jaime Nogueira Pinto, assumido intelectual da direita? Não surpreende que a extrema-esquerda viva agarrada aos fantasmas do passado, sem os quais perderá todas as causas. A quem poderá chamar "fascista" sem o temor levantado pela imagem de Salazar? Sem ideias novas, sem força, sem capacidade para se reinventarem, além dos "amanhãs que cantam", o folclore começa a cair no entorpecimento e as ideias a petrificar. 
Pior é descobrir as proporções do escândalo. A Assembleia da República e o Presidente a pronunciarem-se sobre um assunto que compete à Universidade resolver. Aqui o público encontrou o espectáculo delicioso e não perdeu a oportunidade de avançar com tochas e forquilhas contra os "fascistas" e adoradores do salazarismo. É ridícula a campanha de difamação de uma página de facebook sem associações ou conotações políticas, sem forma ideológica, onde os autores provêm de várias famílias políticas. Que uma página dedicada a divulgar a cultura e a história portuguesa seja maculada na fogueira dos novos inquisidores espanta, não será contudo inverossímil dado não subscrever as teorias históricas culpabilizadoras com que certa esquerda ideológica alimentou várias gerações. Persistir numa historiografia positivista como foi a republicana, ou numa historiografia materialista como quer certa esquerda, é bloquear o avanço do pensamento. Persistir numa auto-flagelação para redimir o passado, acusando o próprio povo a que pertencemos de todos os crimes revela o ódio que os portugueses têm a si mesmos. Esse ódio frutifica em campanhas de inveja, em ajuste de contas e em vinganças, como não deixou de ser o caso. 
A NP tentou desfazer mitos, acabou acusada de colonialismo, tentou procurar a riqueza do nosso património, tentou orgulhar a singularidade portuguesa, acabou acusada de nacionalismo e xenofobia. Ridículo! De associação cultural acabou conotada com a extrema-direita, da qual em vários comunicados, e em entrevista explicativa, se dissociou. Mas como disse um certo estadista (vocês bem conhecem) "politicamente o que parece é". Portanto se aos olhos da sociedade civil e da opinião pública a NP parece todas essas coisas, então, mesmo não sendo nada disso, realmente é. Realmente parece tudo aquilo que não é.  Com a ajuda do jornalismo pasquineiro, mais dado à má língua e à contra-informação, poderemos agradecer esta tragédia. 
Parece ate que a NP tem milícias neo-nazis - pasmem-se! Admirável o que uma página registada no facebook pode fazer. O ridículo prossegue. E o circo não vai parar por aqui, ainda teremos muito para ouvir nos próximos dias. A boa telenovela será o prelúdio de um fim, a velha extrema-esquerda sairá aleijada. Que a Nova Portugalidade inspire um tempo novo.