sexta-feira, 25 de março de 2016

A verdade

É conhecida aquela passagem no Evangelho Segundo São João quando Cristo declara que a sua missão é entregar a verdade e Pilatos então questiona "O que é a verdade?" A referência à verdade não era nova em Jesus, anteriormente ja tinha dito que a verdade nos libertará (JN 8:32). Na ultima ceia disse-o tambem aos apostolos. O que muda na referencia à verdade naquele momento em que Pilatos fala é o contexto. Jesus prepara-se então para o sofrimento. Esta dor não é de todo em vão. Ensina-nos que a verdade pode ser dolorosa, e pode ser particularmente penosa, um peso maior quando somos obrigados a enfrentar as consequências das nossas próprias escolhas.
 A verdade liberta mas ao mesmo tempo provoca dor. Dolorosa sobretudo quando temos de ser responsáveis. E a responsabilidade pode ser árdua. Ao mesmo tempo viver na mentira pode revelar-se um sofrimento ainda maior. A verdade liberta-nos, a mentira aprisiona-nos.
 A verdade obriga-nos a assumir responsabilidades. A responsabilidade perante os recem-nascidos, perante o casamento e perante a vida. A verdade no casamento, entre o homem e a mulher, e a verdade perante aquele que ainda não nasceu. O homem sabe que é responsável perante a mulher, a mulher perante o homem. A mulher sabe que a responsabilidade que tem é a de trazer o filho ao mundo. Caso contrário a família é uma mentira, e é essa mentira que os ideólogos querem fazer passar com as leis da eutanásia, do aborto, da adopção e do casamento por casais homossexuais.
A Pascoa deve ser um momento  para reflectir sobre a  bondade do Senhor. Temos de procurar essa bondade na Sua sinceridade e na Sua verdade. Apenas a verdade nos pode libertar.

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