sábado, 27 de dezembro de 2014

HENRIQUE DE PAIVA COUCEIRO




Em nome do Senhor aqui o emprazo
p'ra que se mostre aos homens outra vez!.
(Do soneto - Na catedral de Toledo - A. Sardinha")

Da raça, a dupla essência.. ei-la integral!
(De Nun'Alvares a fé batalhadora;
do infante a esperança redentora:
relâmpagos de sol sobre o metal!)

É a estátua da Honra... em pedestal;
de uma tão alta glôria imorredoura
que, se como a Verdade oculta fôra,
irradiava luz como um cristal.

A dignidade, o brio sempre a pé;
incarnação da esperança e dessa fé
que não verga a vexames nem desfeitas!

... É o Alcaide, que a muitos causa mêdo,
porque guarda essas chaves que a Toledo
foi levar o leal Martim de Freitas!


Sentinelas no além
(Na segunda edição, depois da morte do heroi)

-Morreu Martim de Freitas outra vez,
Paladino do Rei e do Seu trono!-
...Das torres do Escudo Português,
as chaves ficarão ao abandono?

-Das torres, a poterna embora aberta,
já nenhum inimigo as entrará;
-A alma de Mousinho brada: - Alerta!"
- Responde a de Couceiro: - Alerta está!
C. de A.

in "Um soneto: respeitosa homenagem a um só neto", 1944.
Soneto do Conde de Alvelos, Francisco Perfeito de Magalhães e Menezes de Villas-Boas

com a devida vénia ao blog Pretérito Perfeito 

Sem comentários:

Enviar um comentário