quarta-feira, 28 de maio de 2014

Louis Ferdinand Céline (1894-1961)



Passam 120 anos sobre o nascimento de Louis-Ferdinand Céline, escritor que ainda divide opiniões, entre admiradores e deturpadores, na figura ecléctica e ambígua, tão obscuro e fantástico quanto os romances que escreveu. Difícil de traçar o perfil de Céline, entrecruzando o artista e o político, o romancista e o pasquineiro. Ou antes, o escritor maldito, o génio, o revolucionário, o soldado posicionado no lado perdido da história (se as fileiras fossem tão fáceis de demarcar), arquétipo do anti-herói, ao lado de outros grandes caídos em desgraça: Ezra Pound, Lucien Rebatet, Drieu de La Rochelle, Robert Brasillack, ou artistas como Derain, Vlaminck e Maillot.
O romance pelo qual ficou conhecido (e que o imortalizou), "Viagem ao fim da noite", permanece uma referência na literatura do século XX, retrato de um mundo europeu em colapso, no período de entre guerras, analisado pelo humor negro e cínico do protagonista Ferdinand Bardamu, numa concepção pessimista do homem e da sua condição. 
É perceptível a voz tão peculiar, próxima à poesia, não o lirismo serôdio, afinal não deturpa a arte em contemplações românticas, mas odioso, por vezes, numa linguagem explosiva, propositadamente para nos arrancar do conforto individualista, à indiferença que grassa. O protagonista do romance em muito lembra o próprio autor, "o viver perigosamente", na máxima do filósofo alemão, também o inconformismo, de certo modo invocativo dos tormentos e pesadelos desse homem assombrado com uma existência amarga, um niilista errando pelo mundo, tão rancoroso e pessimista que julgá-lo-íamos perto da loucura (mas podia certamente constituir a voz de uma consciência há muito corrompida). 
"Viagem ao fim da noite" é um marco na literatura, um daqueles livros de que nunca nos esqueceremos por muitas leituras que se venham a sobrepor. Rivaliza com outros desde Proust, Joyce, Virginia Woolf, Faulkner, e de todos eles se dissocia pelas suas particularidades, pela sua linguagem, pela sua visão do mundo e a sua concepção da arte. Romance primeiramente aplaudido na esquerda e mais tarde desprezado pelas vicissitudes da vida do autor, caído em desgraça, épico da nossa contemporaneidade, é uma proposta de reflexão para as crise que atravessam a nossa história europeia.
Depois de 1945 Céline passou a ser 'persona non grata' entre os intelectuais da recém libertada França. O mesmo Céline sobre quem Leon Trotsky disse: "'Louis-Ferdinand Céline est entré dans la grande littérature comme d'autres pénètrent dans leur propre maison."

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Longa vida ao Rei







Hoje SAR D.Duarte Pio de Bragança celebra o seu 69º aniversário. Longa vida ao Rei.
Viva a Pátria
Viva o Rei!

sábado, 10 de maio de 2014

Rússia - Dia da Vitória

A Rússia comemora o seu Dia da Vitória (9 de Maio) e celebra todo um legado, de momentos negros e períodos conturbados, mas também de esforço em superar as adversidades e construir uma grande nação. 



terça-feira, 6 de maio de 2014

Requiem por Jan Palach





Eles vieram das estepes e disseram
É proibido morrer pela Pátria!
É proibido resistir à opressão,
É proibido não ceder à ocupação,
É proibido amar os campos verdes do seu país,
É proibido amar o verde da Esperança,
É proibido amar a Esperança!

És proibido, Jan Palach,
És proibido, Jan Palach,
Estás proibido de resistir
Estás proibido de morrer!

(José Valle de Figueiredo, Requiem por Jan Palach)

SONDAGEM ESCONDIDA DA COMISSÃO PARA O CENTENÁRIO DA REPÚBLICA