domingo, 28 de abril de 2013

Eu não sou um rebelde




«Se o Rei, que temos proclamado, tinha um direito legitimo
para o ser; o dever dos Súbditos era segui-Lo, e obedecer-Lhe.»

(Manifesto authentico da Nação Portugueza á 
Europa, em 1641, na occasião de se subtrahir ao intruso 
dominio da Hespanha.)


Quanto são néscios e estúpidos nossos bons Liberais! (falo dos Liberais Portugueses.) Entretanto que eles falam a torto e a através de direitos do Povo e da Nação, de liberdades públicas, de limites do poder, etc. etc.; pretendem privar, e vão despojando a Nação Portuguesa de seus direitos, de suas prerrogativas, únicos Foros, que podem dar uma verdadeira eficácia à Constituição do Estado, .e dela serem os garantes. Dizei-me, Senhores Liberais, ou antes Despóticos Liberais, se, conforme vossa opinião (do dia de hoje), o Senhor D. Pedro, mesmo sem haver sido proclamado Rei, nem reconhecido pela Nação, pode alterar e mudar à Sua vontade a Constituição do Estado, fundada em actos solenes e respeitáveis, em convenções tão antigas, como a mesma Monarquia; com que direito pretendereis vós negar a mesma faculdade a qualquer Sucessor do Senhor D. Pedro (concedendo por um momento que Ele fosse Rei de Portugal), a Sua Filha, por exemplo? Outro Rei de Portugal será menos Rei, que o Senhor D. Pedro? E se imaginasse, ou lhe visse à cabeça, despedaçar vossa Carta, despedirvossas duas Câmaras e dizer: Hei por bem decretar, outorgar, e mandar jurar à Nação Portuguesa a Constituição de?... ( como o Senhor D. Pedro disse: Hei por bem decretar, dar, e mandar jurar a Carta Brasiliense); que teríeis vós a opor-lhe? Oh! Meu Deus! quanto tremo dessa Carta, dessas Câmaras e desses quatro poderes, 8 que o Sr. Carlos Stuard vos trouxe do Brasil !...

in, António Ribeiro Saraiva, EU NÃO SOU UM REBELDE; OU A QUESTÃO DE PORTUGAL EM TODA A SUA SIMPLICIDADE OFERECIDA AOS POLÍTICOS IMPARCIAIS, E AOS HOMENS DE BOA FÉ. 

leia-se texto integral aqui 

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