domingo, 10 de junho de 2012

Anarcho-Monarchism



My political opinions lean more and more to Anarchy (philosophically understood, meaning the abolition of control not whiskered men with bombs)—or to ‘unconstitutional’ Monarchy. I would arrest anybody who uses the word State (in any sense other than the inanimate real of England and its inhabitants, a thing that has neither power, rights nor mind); and after a chance of recantation, execute them if they remained obstinate! If we could go back to personal names, it would do a lot of good. Government is an abstract noun meaning the art and process of governing and it should be an offence to write it with a capital G or so to refer to people. . . .
Not one in a million is fit for it, and least of all those who seek the opportunity. At least it is done only to a small group of men who know who their master is. The mediaevals were only too right in taking nolo episcopari as the best reason a man could give to others for making him a bishop. Grant me a king whose chief interest in life is stamps, railways, or race-horses; and who has the power to sack his Vizier (or whatever you dare call him) if he does not like the cut of his trousers. And so on down the line. But, of course, the fatal weakness of all that—after all only the fatal weakness of all good natural things in a bad corrupt unnatural world—is that it works and has only worked when all the world is messing along in the same good old inefficient human way. . . . There is only one bright spot and that is the growing habit of disgruntled men of dynamiting factories and power-stations; I hope that, encouraged now as ‘patriotism’, may remain a habit! But it won’t do any good, if it is not universal.


sábado, 2 de junho de 2012

Do bom governo da república pelo rei




Contra os republicanos que se dizem anti-monárquicos e contra os monárquicos que se dizem anti-republicanos, esquecem uns e outros a lição de Diogo Lopes Rebelo em De Republica gubernada per Regem (1496), onde idealiza o poder do monarca, justificando a sua autoridade, nesse sentido aproximando-se um pouco das tendências absolutistas então em voga. Remete o poder do monarca à origem divina, porém ainda defendendo o direito de resistência, ainda que limitado, mas importante para evitar o “tiranicideo”. Se o rei for incapaz que seja afastado - defende.

«É dever do rei cumprir o que diz.[...] É ainda dever do rei levantar a república na adversidade, conservá-la na prosperidade, e de pequena torná-la grande. [...] Deve castigar os maus e os insolentes com diversas penas, e premiar com honras e dignidades os bons e os justos, os militares e os sábios [...]."

Ainda, condenada a fuga aos impostos: o pagamento de impostos não é apenas de consciência, mas também de direito divino, já que permite o bom governo do reino, pelo que o rei poderá restringir o seu pagamento. Os tecnocratas de hoje bem podiam lembrar lições antigas, lavá-las um pouco e lavrá-las na consciência, pois se consciência tivessem não dissolveriam o “bom governo do reino” nestas atrocidades. Hoje não há reino, nem república, há o “Estadão” e o “Centrão” e a “partidocracia”.

Lembremos a lição. Não há república sem rei, nem rei sem povo.

Podia continuar, com o Infante D. Pedro, que visiona o poder político como "um conselho em ponto grande", porque os príncipes devem promover o bem comum.

Diogo Lopes Rebelo justifica a publicação do livro dedicado ao Rei D. Manuel: «escrever os preceitos e regras para bem e felizmente governar a república …»