domingo, 7 de maio de 2017

A história continua

Música que me ocorre para esta noite (pela voz do ´"papá" Jean-Marie), o canto vendeano que fez a luta em nome da França eterna. A história não fica por aqui.

Vive le Roi ! quand même.
Vive le Roi, vive le Roi



terça-feira, 2 de maio de 2017

O admirador suíço de Salazar




Ao receber o prémio Camões, em 1938, o aristocrata suíço, Conde Gonzague de Reynold, autor do livro "Portugal", profere: "Graças a Salazar, o país pode de novo olhar para o passado e também para o futuro". As palavras não são vãs, entre os dois homens revelava-se uma mesma visão de fundo, e uma amizade que - embora cultivada à distância - perdurou. Dirá ainda: "o único homem de Estado do mundo contemporâneo a possuir um pensamento e uma doutrina, direi mesmo uma inteligência".

Reynold mantém correspondência com Oliveira Salazar durante 25 anos. As afinidades políticas, as proximidades intelectuais, enquadradas num mesmo sentido ideológico, i,e, o conservadorismo autoritário de inspiração católica, a apologista do Chefe, tão propalada num século dado aos extremos. Mas Gonzague foi muito mais do que um apologista.Verdadeiramente um intelectual, sensível às artes, cultivador das letras, viajado e versátil em línguas (como todo o bom suíço), não era, de todo, o arquétipo do "nacionalista" que a esquerda cultiva incessantemente (o isolacionista, o xenófobo, o bélico), muito pelo contrário: conhecia a Europa e amava-a na sua riqueza, diversidade e grandeza cultural, sobre ela escreveu intensamente e sobre ela pensou profundamente, no seu destino, no seu sentido, na sua sobrevivência. Essa missão andarilha trouxe-o a Portugal, por intermédio de um amigo português também colaborador de Oliveira Salazar, acabando por se maravilhar pelo país e, sobretudo, pelo homem forte que então conduzia os destinos da nação.

Contudo, foi um filho do seu tempo, e incorreu nas vicissitudes de uma época de crise intelectual e espiritual. Na acalmia Suíça dos inícios do século XX formou um grupo, La Voille Latine, que introduziu Maurras nas pacatas estepes helvéticas. Romperia mais tarde com a Action Française e com o mestre do nacionalismo integral. Também, admirador do fascismo, acabaria por criticar as tendência totalitárias, era mais um reaccionário da linha tradicionalista católica, monárquica, nacionalista-conservadora. Natural de um país dividido por línguas e religiões procurou a ideia de uma identidade nacional, assim como para a Europa procurava uma unidade dentro da civilização cristã, verdadeiramente uma antítese do que se tornaria o mundo do pós-guerra. Salazar surgia como uma alternativa e encontrava no Estado Novo português a perfeita realização política, uma terceira via, algures entre a democracia-liberal e o totalitarismo, de certa forma, um paternalismo autoritário, congregador, vertical, orgânico e patriótico.

Foi, sem dúvida, o mais salazarista dos Suíços.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

128 anos




Há 128 anos nascia, nas terras do Vimieiro,pobre filho de pobres, a quem devia à providência a graça da humildade e a generosidade da inteligência, filho de camponeses,  o futuro professor, ministro e Presidente do Conselho, Oliveira Salazar. Último timoneiro de um Portugal maior, histórico, católico, imperial e soberano.
 Depois dele ficou o dilúvio.


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Não conformar com o século


"E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."

Romanos 12:2



p.S.: a propósito de um novo blog, que, se Deus quiser, conseguirei desenvolver, tirei o nome emprestado a Agostinho Macedo, a Besta Esfolada, procurando continuar o que aqui também continuará ser desenvolvido mas de forma mais aprofundada, o tradicionalismo, o catolicismo e a monarquia. 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Sexta-feira da Paixão



Na Sexta-feira Santa fazemos memória da paixão e da morte do Senhor; adoraremos Cristo Crucificado, participaremos dos seus sofrimentos com a penitência e com o jejum. Dirigindo «o olhar para aquele que trespassaram» (cf. João 19, 37), poderíamos haurir do seu coração dilacerado que efunde sangue e água como de uma nascente; daquele coração, do qual brota o amor de Deus por todos os homens, recebemos o seu Espírito. Por conseguinte, acompanhemos também nós na Sexta-feira Santa Jesus que sobe ao Calvário, deixemo-nos guiar por Ele até à cruz, recebamos a oferenda do seu corpo imolado.

Por fim, na noite do Sábado Santo, celebraremos a solene Vigília Pascal, na qual nos é anunciada a ressurreição de Cristo, a sua vitória definitiva sobre a morte que nos interpela a ser n'Ele homens novos. Participando nesta santa Vigília, a Noite central de todo o Ano Litúrgico, faremos memória do nosso baptismo, no qual também nós fomos sepultados com Cristo, para poder ressuscitar com Ele e participar no banquete do céu (cf. Ap 19, 7-9).

Papa Bento XVI in Audiência Geral, 20 de Abril de 2011

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Quinta-feira Santa


pintura: Jesus profetiza sua traição por Judas, por Carl Heinrich Bloch.



Celebra a Igreja Católica o Ofício da Ceia de Nosso Senhor Jesus Cristo na Quinta-feira, porque havendo de partir deste mundo instituiu o Altíssimo e Santíssimo Sacramento da Eucaristia, prova de seu Divino Amor. Iniciando-se o tríduo pascal relembra-nos, pois, os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Cristo. Revive-se, nesta Quinta-feira Santa, algumas das passagens mais importantes do Evangelho, a Última Ceia, base escritural para a celebração da Eucaristia, tal como instruiu Cristo aos discípulos, partindo o pão e bebendo o vinho em Sua memória, comprovação de tão pródiga e Divina Liberalidade, para que assim, também o homem caído no pecado se levantasse. Estes elementos, a presença do verdadeiro corpo e do verdadeiro sangue de Cristo, recordou-nos São Tomás de Aquino, "não a apreendemos pelos sentidos, mas só pela fé que se apoia na autoridade de Deus”.


segunda-feira, 10 de abril de 2017

Gloria, laus et honor tibi sit, Rex Christe Redemptor




Música do Domingo de Ramos: Gloria, laus et honor tibi sit, Rex Christe Redemptor, celebrando a entrada de Cristo em Jerusalém para consumar o seu mistério pascal, recebido por turbas de povo entre ramos frondentes e aclamações de hossana ao filho de David. Simbolicamente, os ramos de árvores transportados ao longo dos sete dias invocavam a lembrança das choupanas, que seus país fizeram no deserto, uma observação trazida à luz no sermão de 1572 proferido pelo sábio Diogo Paiva d'Andrade. Neste dia consumado fica o triunfo de Cristo. 
O cântico é entoado depois da procissão, assinalando a entrada no templo. No costume litúrgico antigo, aliás atribuído a Teodulpho, Abade Floriascense, por volta do século 9, o coro, ou assembleia, respondiam do lado de fora da igreja o refrão: Gloria, laus et honor, dirigindo-se ao grupo de cantores que se encontravam sozinhos dentro da igreja. No final do hino as portas da igreja abriam-se e todos entravam entoando o cântico "Ingrediente Domino" ("entrando o senhor na cidade santa"...). E seguidamente celebrava-se a missa.