sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Princípios



"Que se há-de fazer? Proclamar a excelência dos princípios perante a carência das pessoas, defender a herança contra o herdeiro, conforme ensinava o Mestre da Action Française." 

(António José de Brito, «Para a Compreensão do Pensamento Contra-Revolucionário»)

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Portugueses celebremos...




Portugueses celebremos
O dia da redenção,
Em que valentes guerreiros
Nos deram livre a Nação.

A fé dos campos de Ourique,
Coragem deu e valor,
Aos famosos de quarenta,
Que lutaram com ardor.

P'rá Frente ! P'rá Frente !
Repetir saberemos as proezas Portuguesas
Avante, Avante,
É voz que soará triunfal,
Vá avante mocidade de Portugal,
Vá avante mocidade de Portugal.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

É a vida



Um sistema onde vencem as maiorias? Muito bom, diziam eles. O povo é quem ordena. Um regime onde qualquer um pode chegar à alta chefia? Muito democrático, gritavam. Tal como gostavam de citar as balelas do charuteiro "a democracia? o melhor regime depois de qualquer outro". Tudo estava bem no pacato mundo da esquerda liberal e dos arautos do demo-liberalismo republicano. Até que chegou Trump. Aí as maiorias passaram a ser loucas, a república uma farsa, a democracia uma náusea. Um verdadeiro conto de fadas para o pensamento político.  Acho que a partir do dia de ontem os liberais começaram a repensar os seus dogmas e a reescrever os seus princípios.  

domingo, 6 de novembro de 2016

6 de Novembro - dia de São Nuno de Santa Maria.




Encarnou o carácter luso na sua expressão superior, no lado místico e no lado terreno, na dedicação a Deus e na defesa da Pátria, na defesa do rei e na defesa da fé. O trabalho obrado foi proeminente e eterno, a liberdade da terra face a Castela e a segurança da dinastia contra todas as adversidades da história. A sua conduta exalta a mais alta transcendência e a sua vida é a súmula dos valores evangélicos, pautada na defesa do bem comum, no serviço aos desprotegidos, na defesa dos fracos. Reuniu em si todas as virtudes da gesta lusitana e o povo reencontrou nele todas as qualidades inspiradoras para prosseguir o caminho vitorioso em direcção à eternidade.

São Nuno de Santa Maria, rogai por nós.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Uma escola para a cristandade, "martírio de hereges e luz de Trento".




Aquela que foi a prestigiada escola da cristandade, que iluminou com a sua fé ciências tão diversas como a economia, o direito e a política, que recuperou a escolástica e o tomismo para fazer frente às grandes heresias do seu tempo e que hoje pode ser libelo profundo para atacar a decadência da modernidade. O grande comércio de ideias que se estabeleceu entre Coimbra, Évora e Salamanca foi expoente máximo do pensamento Ibérico que, nos anos conturbados da reforma, e marcados pela divisão da cristandade, constituíam a férrea frente de combate intelectual contra o protestantismo. A mesma escola que levou para o Novo Mundo as teorias do Direito Natural e ajudou a propalar o ensino. Que nos ensinou, pela insigne pena de Francisco de Vitória, que o Direito e a moral representam uma entidade indissolúvel, apostolando a ideia de que a lei em si mesma constitui um meio para alcançar a justiça. Que desenvolveu o direito internacional e, inspirado pela mais alta teologia, na América defendeu o direito dos índios, na eloquência de Suarez, e novamente no verbo superior de Vitoria, concluindo também que o Imperador reinava sobre uma comunidade de povos livres. No epicentro do império global foi verdadeiramente farol do mundo. A Península Ibérica sagrou-se, nas derradeiras palavras do historiador Menendéz y Pelayo, como "martillo del hereje, luz de Trento, espada del Pontifice, cuna de San Ignacio".

terça-feira, 25 de outubro de 2016

celebrar o quê?

 Comunicado da Causa Tradicionalista:
"ANTÓNIO GUTERRES, FUTURO SECRETÁRIO-GERAL DA ONU: NADA PARA CELEBRAR. 
A Causa Tradicionalista não partilha do júbilo e satisfação com que o falso patriotismo de alguns acolheu a eleição de um português para o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A ONU não tem outro propósito que o de prover uma falsa legitimação colectiva às decisões diplomáticas e bélicas do clube dos países vencedores de uma guerra mundial em que Portugal nem sequer participou. Tal legitimação não é possível, nem à luz dos princípios que os seus membros - a república portuguesa incluída - declaram acordar como os seus fundamentos políticos; princípios esses que são inaceitáveis para qualquer tradicionalista português, à luz da origem cristã que defendemos para toda a legitimidade. Por essa razão e, como não poderia deixar de ser, raramente existe acordo para que resoluções do Conselho de Segurança da O.N.U. sejam tomadas e ainda mais raramente acontece que estas tenham justa causa e efectiva consequência. Na Causa Tradicionalista não esquecemos também que Portugal foi, durante quase duas décadas, ostracizado na O.N.U. pela sua política ultramarina; a mesma O.N.U. que hoje se mobiliza, na pessoa do seu enviado Staffan de Mistura, para proteger a Al-Qaeda na Síria (Jabhat Fateh al-Sham, antes Jabhat al-Nusra). Por seu lado, a escolha do Eng.º António Guterres também não dá motivos para alegria: conhecido por "deixar o país de tanga" - trapo que os seus sucessores se encarregariam de remover - aceitou liderar um partido político que promoveu a proposta de lei de despenalização do aborto de 1998, apesar de se dizer católico e supostamente ter votado contra no referendo com o qual lavou as mãos do sangue dos inocentes.
Em resumo: a O.N.U. e o Eng. António Guterres equivalem-se e merecem-se, assim como os portugueses que se congratulam com esta eleição. Os outros portugueses, conscientes de que o melhor interesse de Portugal só o pode ser em harmonia com a sua missão histórica e com a sua tradição política, esses devem apoiar a Causa Tradicionalista e a ela afiliar-se como associados." 
Luís Andrade Dos Santos